Aquarela
por Junnior Cesar
14 de janeiro de 2012
Quantidade de palavras: 203
O tempo está fechado, o céu escuro e as nuvens cor de chumbo, venta forte por todos os cantos e corredores desta cidade.
Ela acompanha lentamente com os olhos a gota da chuva que cai do céu, bate na calçada e desce em direção aos seus
pés.
Ela idealiza cores, ela sonha com uma felicidade que nunca conheceu, então se levanta e caminha passo a passo em direção
a chuva e do seu corpo começam a escorrer líquidos azuis, vermelhos, amarelos e verdes, como em uma correnteza a cidade vai ganhando cores, a nuvem que antes cinza agora tem tons azulados, as plantas e o gramado tomam uma cor indescritível. E a cada respirar dessa pequena gigante novos cantos de pássaros surgem, ela abre a palma da mão e um leve sopro sai dos seus lábios fazendo com que o gramado se encha de girassóis e borboletas ao redor.
A sua fusão com o mundo reascendeu milhares de sentimentos escondidos dentro dela. Não se trata de uma menina, nem de uma mulher, e sim um sentimento chamado Vontade de Viver que se aceito muda tudo por dentro e por fora com cores queimando vivas na memória e nos espontâneos sorrisos dos nossos dias.
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